É pra ontem! OU Isso acontece na sua empresa?


Rita Palladino/Press & Mídia

Não há como escapar. Todos um dia já tiveram de lidar com uma pessoa assim, um chefe ou um cliente que solicita trabalhos impossíveis em prazos impraticáveis, ou que exigem cumprimento de metas que não poderiam nem ser sonhadas.

AM, por exemplo, trabalha em uma empresa do ramo serigráfico, e afirma ter um chefe desse tipo, exemplificando: “No mercado onde eu atuo não há como obter um faturamento de R$ 1 milhão por mês, da noite para o dia, mas meu chefe insiste que temos de alcançar essa meta ainda este ano. E ele é irredutível. Tudo o que posso fazer é sinalizar que esse número está longe de ser alcançado, mesmo eu fazendo o meu melhor e trabalhando por muitas horas mais do que eu deveria”. 

O gestor Antônio Vicente, observa que chefes e até mesmo clientes que têm esse tipo de problema, de solicitar tarefas e metas em prazos impraticáveis, demonstram, no mínimo, desorganização. “Tenho alguns colegas que lidam com patrões e clientes que fazem esse tipo de exigência. Que solicitam algum trabalho em um prazo que nenhum ser humano consegue cumprir. E depois de perceberem que a coisa toda era infactível, eles ainda jogam culpas, que não existem, sobre o profissional ou o cliente solicitado”, diz ele, acrescentando: “Verdadeiramente, além de demonstrar enorme incompetência e desorganização, porque muitas vezes esse trabalho esteve parado nas mãos desse patrão ou cliente, e ele jogou a procrastinação sobre outros, isso demonstra também uma enorme falta de respeito com o trabalho e a vida dos outros. As pessoas não têm a obrigação de pular cada vez que alguém estala os dedos”.

O profissional JC diz que não costuma lidar diretamente com os clientes da empresa para a qual trabalha, mas afirma que já lhe pediram coisas urgentes. “Algumas das vezes, as tarefas eram de fato urgentes, mas na maior parte elas não eram nem urgentes, nem importantes. Sempre atendi da melhor forma, mas não sem antes alertar aos meus chefes para o risco de um trabalho mal feito. Pode ser em vão, mas eu sempre alerto”.

Antonio conclui, afirmando que a atitude de JC é a mais correta. “Não existe nada que seja tão urgente que não demande algum tempo para ser bem realizado. A não ser, é claro, em casos clínicos, no qual uma pessoa precisa ser operada, ou é preciso salvar uma vida. Precisamos, todos nós, colocar tudo em perspectiva, e aí perceberemos que algumas das nossas ‘urgências’, não são tão urgentes assim”.

Texto publicado originalmente no site da VCSA

http://www.vocecommaistempo.com.br/Estresse/e-pra-ontem_418.html

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